A questão dos refugiados climáticos em debate
Enviada em 27/04/2023
O termo “refugiado climático” foi criado em 1855 devido ao imenso fluxo de pessoas que começaram a migrar do leste europeu correspondente aos males causados pela segunda grande guerra, seu objetivo era se referir às pessoas que deixaram sua terra de origem movidos por uma perturbação ambiental gerada ou pelas ações humanas ou naturais. Assim, mostra-se relevante pensar na questão dos refugiados, uma vez que o deslocamento deles gera uma série de questões sociais e econômicas que configuram as maiores problemáticas desse pernicioso cenário.
De início, é notório destacar os problemas sociais gerados pela migração, como por exemplo racismo e a discriminação, isto é, os moradores nativos podem acabar por acreditar que os apatriados estão se dirigindo ao seu país com o intuito de “roubar” as vagas de emprego direcionadas aos trabalhadores locais. Essa situação ocorreu com o caso dos médicos cubanos que vieram ao Brasil no ano de 2013, que apesar de não serem desterrados sofreram do mesmo tipo de comentários dos brasileiros, o que acabou por ocasionar no fechamento do programa mais médicos, fazendo com que uma parcela enorme de doutores deixassem o país.
Ademais, cabe ressaltar seguidamente os fatores econômicos. Esse contexto envolve questões como o subemprego, já que muitas pessoas e empresas acabam por contratar emigrados na esperança de utilizar de mão de obra barata, visto que eles não podem recusar afinal precisam de meios para sua subexistencia, o que acaba por ocasionar até mesmo em situações analogas a escravidão. Uma situação como essa ocorreu aqui no Brasil, onde foram encontradas trabalhadores bolivianos sendo submetidos a condições analogas a escravidão por marcas de roupas.
Com o objetivo de minimizar as questões dos refugiados climáticos, é dever do Estado na qual os expatriados se alocarem fornecer políticas de acolhimento para essas pessoas, com o objetivo de alocá-los de forma efetiva na sociedade. Outro assim cabe às Nações Unidas criarem fundos destinados à assistência das pessoas que se encontrarem em situação de migração forçada. Somente assim poderemos reduzir os impactos gerados mesmo que indiretamente pela humanidade.