A questão dos refugiados climáticos em debate
Enviada em 29/04/2023
Sul, leste, oeste e norte. Diversas eram as direções tomadas pela humanidade durante a sua época nômade, acometidos por mudanças no ecossistema local.Contudo, essa realidade é oposta com a atual, as sociedades possuem delimitações sociais e geopolíticas sobre onde podem ficar, impedindo um processo de migração que por muito tempo foi natural do ser humano, causando o surgimento de refugiados. Dentre esses fatores, temos que ressaltar a necessidade de normalizar esse processo e definir os problemas climáticos como causadores de refugiados.
Primeiramente, infere-se as questões climáticas como principal impasse. Na série “Expresso do Amanhã”, é retratado uma realidade onde a sociedade assume um carácter nômade para fugir de problemas climáticos. Paralelamente, podemos associar essa realidade cinematográfica com a vida real, onde por vezes temos quadros de fluxo populacional causados pelo mesmo problema, não só internacionalmente mas no próprio Brasil, como por exemplo a seca enfrentada no nordeste e que gera um fluxo de pessoas para a região sul.
Continuamente, faz-se mister configurar a necessidade de normalizar esse processo. É conhecimento leigo a alta taxa de refugiados da Síria em 2021 que morreram enquanto deixavam o local, segundo a Agência da ONU para Refugiados, 13 milhões de pessoas fugiram do país, porém, devido a uma política de restrição de entrada a esses indivíduos, muitos acabam morrendo com atravessias perigosas e processos arriscados, mostrando a necessidade do debate.
Portanto, considerando os fatos acima, cabe apontar o Governo Brasileiro, em parceria com a ONU e seus integrantes, estabelecerem condultas de apoio aos refugiados e imigrantes como um todo, através de um debate entre os paises afim de facilitar esse processo necessário por meio de políticas inclusivas. Adicionalmente, esses agentes, deveram estabelecer acordos, semelhante ao Acordo de París, com o objetivo de amenizar o máximo possível os impactos climáticas nas sociedades. Dessa forma, reverteremos o quadro vigente e afastaremos nossa realidade com a de “Expresso do Amanhã” enquanto a migração se torna novamente um mecanismo natural da humanidade.