A questão dos refugiados climáticos em debate
Enviada em 03/06/2023
A crise climática, que cada vez mais se agrava no mundo, é efeito direto das relações de poder entre os países, representadas na economia. Assim, os refugiados climáticos, não só sofrem pela baixa qualidade do ar e poluição dos mares, mas também pela negligência dos países altamente desenvolvidos em tomar responsabilidade de tais catástrofes. Anarquicamente, cada país persegue de modo fulminante a industrialização para o crescimento do capitalismo. Desta forma, cabe analisar como a economia influencia o problema e, também, a proposição de possíveis soluções.
Primeiro, historicamente os países só alcançaram tal patamar pelo estabelecimento de relações comerciais profundamente desiguais. Segundo Karl Marx, para que um país se desenvolva no capitalismo é necessário que ele possua alta produtividade, por meio da indústria, e um mercado consumidor para gerar fluxo de mercadorias. Deste modo, observa-se como os Estados Unidos se aproveitou das guerras mundiais para relegar a Europa a seus bens de consumo. Portanto, não é considerada a questão climática, nem mesmo remotamente, na expansão da indústria poluidora.
Isso é visível na produção automotiva que é imperalista. As empresas que abastecem o mercado brasileiro são majoritariamente estrangeiras. Essa é uma evidência clara da balança comercial desfavorável, pois bens de elevado valor são comercializados pelas americanas Chevrolet e Ford no Brasil, ao passo que o país quase não possui indústria nacional. Ao fim, os problemas climáticos são marcadamente efeito da expansão infinita do capital.
A diplomacia brasileira, portanto, necessita trazer a pauta dos refugiados climáticos aos grandes encontros polítcos como o G7 e G20, sob a perspectiva industrial, a fim de negociar créditos de carbono, ao modo do protocolo de Kyoto, para países subdesenvolvidos. A intensidade do reflorestamento precisa, no mínimo, acompanhar a violência da expansão industrial.