A questão dos refugiados climáticos em debate

Enviada em 17/06/2023

O tratado de Paris, firmado em 2015, envolveu diversas nações na discussão pela retração do aquecimento global e a preservação do meio ambiente, gerando inúmeras mudanças no cenário global, como a redução de gases poluentes e nocívos à atmosfera. Apesar dos preceitos elaborados no documento supranacional, a questão dos refugiados climáticos ainda persiste como uma temática de intensos debates, tendo como causas notáveis a xenofobia e a negligência governamental.

Sob essa perspectiva, o preconceito regional está entre as razões pelas quais o entrave permanece no cenário mundial atual. De acordo com a teoria eugenista, amplamente difundida no período mercantilista europeu, existem povos superiores a outros, os chamados “bem-nascidos”. Nessa ótica, com a subversão da teoria elaborada há séculos, existe, na contemporaneidade, grupos praticantes dessa ideia excludente, que inferiorizam minorias étnicas e não os aceitam em seu território, a exemplo de países como Israel, responsável pela expulsão em massa de povos árabes de sua região.

Ademais, outro fator que agrava o problema dos refugiados do clima é a inobservância estatal. Sobre isso, Otto Von Bismarck, primeiro-ministro alemão no século XIX, afirma que é dever do Estado assegurar a hegemonia de seu território, proporcionando segurança ao seu povo e recolhendo as demandas de nações vizinhas. Sobre isso, é nítido que o pensamento do governante da Alemanha moderna falha em países próximos à áreas de repulsão populacional, tendo em vista que não estruturam sua nação para acolher os imigrantes, tornando, assim, sua chegada extremamente caótica e desamparada, tendo como exemplo a crise presente nos países da Península Ibérica, que limitam a migração das milhares de pessoas advindas do conjunto denominado MAGREB, no norte da África.

Portanto é nítido que os refugiados climáticos enfrentam grandes desafios, impulsionados pela xenofobia e pela falta de preparo das nações atrativas. Com isso, é dever da ONU promover reuniões entre os países, por meio de conferências mundiais, visando a estruturação das regiões e assegurando que valores humanitários e a sobreviência desses povos sejam colocados em primeiro lugar.