A questão dos refugiados climáticos em debate

Enviada em 07/07/2023

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que as questões dos refugiados climáticos apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas sociais e climáticas, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito relacionado a palavra “refugiado”, uma vez que o Estado não fornece aos indivíduos o devido direto à migração, tornando qualquer tentativa de melhoria ilegitimada. Essa conjuntura, seguindo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem dos direitos indispensáveis, como bem-estar e moradia, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é válido ressaltar também que outro empecilho para garantir o bem-estar social para esses indivíduos é a negligência governamental em relação ao assunto, uma vez que o país está mais interessado em reduzir a quantidade alarmante de refugiados, ignorando suas necessidades básicas e esperando que, de forma brusca, aconteça essa redução. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar, já que em estudos compartilhados pelo portal de notícias G1, apontam que teremos um aumento significativo na quantidade de refugiados em seis regiões do mundo, incluindo a América Latina devido à questões climáticas.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em palestras educativas e campanhas de conscientização em escolas, bairros e também nas redes sociais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo dos refugiados, e a coletividade alcançará a Utopia de More.