A questão dos refugiados climáticos em debate
Enviada em 30/10/2023
A incerteza das gerações futuras
Em “all the good girls go to hell”, a cantora Billie Eilish traz aos holofotes as mudanças climáticas, denunciando a humanidade e o uso abusivo dos recursos da Terra, além de expressar frustração com a falta de ação e de atenção. Contudo, por mais que pareça apenas uma música, a preocupação trazida é mais séria: o futuro da humanidade perante a destruição do meio ambiente.
A priori, é necessário deixar claro que os recursos no planeta Terra são finitos, ou seja, limitados. Portanto, não são nenhum tipo de fonte inesgotável, logo, seu uso desenfreado acaba acarretando nos mais variados tipos de desequilíbrio ambiental. Para se ter ideia, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 90% dos municípios brasileiros enfrentam problemas ambientais. Problemas estes que afetam diretamente a vida dos habitantes.
De acordo com a ACNUR (Agência da ONU para Refugiados), mais de 30 milhões de deslocamentos foram registrados no ano de 2020, devido à situação de vulnerabilidade que populações enfrentam diante de catástrofes ambientais, tais como terremotos, tsunamis, fortes chuvas e temperaturas extremamente elevadas. Segundo o filósofo alemão Hans Jonas, as ações humanas devem levar em conta os problemas das gerações futuras. Diante deste fato, é essencial pensar em uma maneira de exploração mais segura e sustentável do planeta.
Deste modo, é de extrema importância que medidas sejam tomadas pelo governo ou Estado, ampliando os investimentos em infraestrutura e oferecendo suporte a população da devida maneira, a fim de minimizar os efeitos causados pelas catástrofes ambientais. Além do mais, cabe ao Ministério do Meio Ambiente contratar mais agentes para que possam fiscalizar de maneira efetiva o setor ambiental. Ademais, através de legislações eficazes e efetivas, é possível evitar e diminuir os impactos que as mudanças climáticas vem causando na vida da população terrestre.