A questão dos refugiados climáticos em debate

Enviada em 13/05/2024

Segundo Émile Durkheim, pensador francês clássico da sociologia, os fatos sociais moldam a maneira de agir das pessoas pela influência que eles exercem sobre elas. Dessa forma, a sociedade se compara a um organismo vivo e, como tal, pode padecer de enfermidades. Sendo assim, uma das principais patologias da modernidade são os problemas crescentes de refugiados ambientais e climáticos no brasil. Logo, é necessário que a coletividade analise a inatividade do governo como a raiz e os desastres ambientais como efeito desse miasma.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a problemática deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tal recorrência. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garantiu a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-social. Entretanto, na realidade é totalmente o oposto e milhares de refugiados climáticos necessitam todos os anos sair do conforto de suas casas e buscar abrigo, visto que o Estado não faz sua parte assegurando a população. Dessa forma, impossibilitando que uma parcela da população desfrute desse direito na prática e, assim, a reformulação da postura estatal.

Ademais, outro ponto que merece atenção está relacionado às consequências geradas pelos desastres ambientais causados pelo homem. Dessa maneira, como efeito negativo pode-se destacar o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais no ano de 2015, que obrigou cerca de 600 pessoas a saírem da vila que residiam, dado que, a barragem criada pelo homem rompeu e gerou refugiados ambientais. Nesse viés, é visível como não é assegurado o direito estabelecido pela ONU, pela falta de segurança à população. Devido à falta de atuação das autoridades, o fato espalhou-se pela sociedade moderna tornando-se inadmissível encará-los.

Portanto, com intuito de mitigar a problemática, necessita-se que o Governo Federal crie uma campanha de conscientização, por meio de palestras, com ajuda de profissionais da área, tendo como finalidade convencer a população dos perigos que podem sofrer estando em áreas de risco de desastres ambientais. Dessa forma, a sociedade poderá desfrutar do direito definido pela ONU.