A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/11/2019
Na primeira geração do Romantismo, no século XIX, o índio era visto como um herói nacional na poesia. Exemplo disso, é o poema I-Juca Pirama de Gonçalves Dias, em que o autor valoriza os indígenas intitulando-os de honrados e corajosos. No entanto, essa visão romântica indianista se faz presente apenas na que literatura, uma vez que o índio na contemporaneidade ainda é marginalizado e até esquecido pela população. Logo, medidas devem ser feitas para resolver a questão.
Primeiramente, o reflexo histórico corrobora para que os indígenas na atualidade tornem-se vítimas de preconceito e sejam subjugados. É sabido que nos séc. XVI, ao chegarem ao Brasil, os portugueses, por se considerarem superiores, impuseram seus costumes e dogmas aos nativos. Somado a isso, menciona-se a carta Pero Vaz de Caminha, a qual desumaniza os aborígenes com a justificativa de não serem civilizados e se comportarem como animais. Contudo, mesmo cerca de 300 anos, a visão estereotipada atribuída aos nativos, vistos como inferiores e selvagens, ainda prevalece no corpo social. Exemplo disso, são as homenagens feitas no dia do índio nas escolas, na qual é reproduzido um padrão irreal desse grupo às crianças, tradicionalmente vestidas com roupas verdes. Com isso, é necessário reverter esse quadro de opressão e ridicularização.
“Com a mais bela tribo dos mais belos índios não se atacada por ser inocente”. A letra da canção “Índios” pode ser comparada ao confronto por território indígena por parte dos fazendeiros que, a fim de obterem mais lucros, expandem suas áreas agrícolas em territórios indígenas. Entretanto, na Constituição Federal de 1988, é estabelecido o direito a esses indivíduos sobre as terras que tradicionalmente ocupam. Todavia, boa parte da população e da bancada ruralista do Congresso Nacional, insistem em ignorar os mecanismos legais em prol de interesses políticos e econômicos. Sendo assim, as práticas de agronegócio em ultrapassar locais que não fazem parte de suas fronteiras é inadmissível.
A valorização do índio é, portanto, imprescindível para alterar o cenário vigente. Com o intuito de assegurar a proteção às terras, é dever do Estado demarcar de maneira efetiva as fronteiras destinadas aos povos tupiniquins com a devida punição àqueles que burlam os mecanismos legais. Ademais, para atenuar os estereótipos que esse grupo sofre, o Ministério da Educação deve promover um educação que englobe as diversidades culturais e o respeito as diferenças nas aulas de história e sociologia das escolas com o intuito de imbuir nas pessoas o respeito aos aborígenes e, assim criar condições a fim de que o patrocínio indígena seja preservado. Apenas assim, será garantido a essa minoria o seu verdadeiro espaço e não apenas na literatura.