A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 06/08/2019

No Brasil, movimento  literário romântico na primeira fase destina ao índio o símbolo de identidade do país, como se observa na obra “o Guarani” de José de Alencar em que Peri, o indígena, é o herói protagonista da trama . Entretento, essa visão ficou restrita  à literatura, ao olhar a atual situação desse povo, nota-se a sua desvalorização no seio social. Isso se deve ao processo histórico de desrespeito a essa parcela da sociedade, mas também devido ao fato de um sistema educacional falho.

Em primeiro lugar, é possível detectar que o processo de formação do povo brasileiro foi marcado pela desvalorização do índio. Dado que, esse foi classificado como um ser selvagem e primitivo  segundo os portugueses que colonizaram o país a partir do século XV.  Mediante a isso, os aborígenos ficaram sujeitos a um processo desumano de catequização, o qual desrespeitou a suas crenças, religiões e costumes. Entretanto, ao analisar o contexto atual de falas preconceituosas e esteriótipos destinado á população indigena, nota-se que o descaso a esse povo  ainda continua. Assim, um quadro que reverbera o conceito de  banalidade do mal, apresentado pela socióloga Hannah Arendt, que diz: quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. Dessarte, percebe-se que o índio não desfruta dos seus direitos como cidadão brasileiro, principalmente, no que tange o tratamento de igualdade.

Contudo, a perpetuação dessa atitude reflete nas inúmeras falhas presente no sistema educa-cional brasileiro. Posto que, conforme o escritor Paulo Freire, a educação  proporciona meios para mudar o indivíduo e esse, assim, é apto para transformar a sociedade. Consoante a isso, se ações preconceituosas se mantêm no tecido social é devido, essencialmente, ao fato da escolar não exercer a sua função de construir cidadãos com análise crítica de suas ações. Isso pode ser exemplificado pelos matérias didáticos, que contêm conteúdos rasos a respeito do índio, dessa forma, não apresentam a dinâmica cultural, a diversidade linguística e o conhecimento científico, como o de domestificar plantas, que essa população detinha bem antes dos portugueses desembarcarem no Brasil. Diante disso, é necessário uma escola mais ativa em suas ações no âmbito social para reverter essa conjectura.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação,  desenvolver  um projeto que  aprofunde o conhecimen-to  dos alunos acerca dos aborígenas. Isso ocorrerá mediante à palestras que contarão com profes-sores de história e antropólogos, os quais desmonstrarão, por meio de documentários e documentos históricos,  as mentiras existente por trás dos esteriótipos construídos ao longo dos séculos em relação ao índio, a fim de que estruture cidadões mais aptos para combater os preconceitos direcionado à essa povo. Dessa forma, permitirá que o indígena desfrute dos seus direitos como cidadão brasileiro.