A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 09/08/2019
A questão indígena no Brasil contemporâneo
A questão indígena no Brasil, ainda não está bem resolvida pois, no descobrimento havia 5 milhões de índios conforme estimativas. De acordo com o censo do IBGE, de 2010, existia no Brasil 280 mil índios. Desde o descobrimento do Brasil até os dias de hoje o índio não é respeitado como dono das terras.
A chegada dos Portugueses, exterminou muitos povos nativos através de conflitos armados, guerras e escravização indígena. A mão de obra indígena foi usada nas fazendas e na exploração do ouro, onde os índios eram capturados e comercializados como escravos. Em 1750 foi abolida a escravidão indígena pela coroa Portuguesa. Com isso começou a escravidão do negro. Teve início a catequização dos índios pelos jesuítas. No ano de 1910 foi criado o serviço de proteção ao índio, com o objetivo de tentar uma convivência pacífica entre Brancos e Índios. Marechal Rondon ficou encarregado dessa tarefa.
Em 1961 foi criado o parque do Xingu com a finalidade de proteção dos territórios indígenas. A construção da rodovia Transamazônica e a construção de hidrelétricas foram muito prejudiciais aos povos indígenas, pois foram expulsos de suas terras. Em 1971 foi criado o Estatuto do Índio e na constituição de 1988 ficou garantido ao índio a demarcação de terras com a finalidade de proteger e dar garantias de sobrevivência, direito à cidadania e direitos sociais. Conforme dados do IBGE, 70% da população indígena está concentrada em 6 estados, Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Pará. Segundo a FUNAI, no Brasil, 40 povos indígenas onde vivem isolados, não tendo nenhum contato com os brancos.
A demarcação de terras indígenas tem provocado muitos conflitos entre indígenas e brancos (fazendeiros). Atualmente, o Estado do Mato Grosso do Sul tem os maiores conflitos. Para diminuir os conflitos, a FUNAI deve elaborar um estudo de identificação e delimitação que respeite critérios técnicos com o histórico das aldeias. A FUNAI precisa primeiramente conhecer a realidade, ouvindo os indígenas, antes de autorizar novos projetos.