A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/08/2019
A Constituição Federal Brasileira de 1988 marca a garantia de respeito e de proteção à cultura da população indígena, contudo o preconceito e o desconhecimento para com a vivência dos índios ratifica a segregação social. Em vista disso, a violência simbólica contra os nativos é maléfica, visto que compromete a manutenção de costumes indígenas, sendo fulcral mitigá-la mediante políticas públicas. Ademais, para melhor análise dessa questão, deve-se ressaltar a transculturação e a falta de empatia.
Nesse sentido, os índios brasileiros, desde a chegada dos europeus ao Brasil, têm sofrido com o processo de transformação cultural por meio do contato de dois diferentes costumes. Com efeito, isso é evidenciado na mudança da vestimenta, da compra ao invés da caça e do uso da tecnologia, como é ratificado no documentário “Juventude Conectada”, o qual exibe o povo Suruí fazendo uso da demarcação digital ao visar a segurança da tribo, o que interfere criticamente no modo de vida. Dessa forma, observa-se a mudança de hábitos, muitas vezes, por dominação política e territorial, impondo novas práticas e anulando histórias, línguas e culturas.
Outrossim, o desconhecimento da população acerca da comunidade indígena reafirma a segregação, o esteriótipo e a falta de preocupação com a manutenção cultural e territorial do nativo. Nessa senda, de acordo com a série “Índios no Brasil”, os índios são o retrato de resistência cultural e religiosa no país, ao exibir as relações indígenas com a natureza e com o homem branco, evidenciando-se os contratantes ataques às terras. Dessa maneira, percebem-se as dificuldades da vivência ao extinguir de forma crescente os hábitos e a demarcação territorial. Complementariamente, terra indígena é considerada toda porção habitada por índios que usufruam de atividade produtiva e preservam suas tradições, contudo isso tem sido destruído violentamente por posseiros, por grileiros e por fazendeiros visadores do lucro em detrimento da história.
Dessarte, as agressões à cultura indígena é prejudicial ao convívio pleno. Portanto, cabe ao Ministério da Educação reforçar o conhecimento acerca dos nativos, por meio do aumento da aplicabilidade da Lei de Diretrizes e Bases, o qual obriga o ensino da cultura indígena - em que professores de história sejam capacitados a dar tais aulas - com o fito de promover respeito aos diferentes costumes. Além disso, o Ministério da Justiça deve ampliar o conhecimento da causa de demarcação, mediante o envio de servidores às tribos - os quais identifiquem as reivindicações - a fim de propagar a empatia e a tolerância aos locais de direito dos indígenas. Assim, garantir-se-á o exposto pela Carta Magma.