A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 16/08/2019

No livro “O guarani”, escrito por José de Alencar, o indígena é retratado como um bom selvagem, forte guerreiro e herói. Entretanto, contrário à obra literária, no Brasil, esse grupo sofre preconceito e desvalorização. Nessa perspectiva, cabe analisar que a problemática é resultado de uma construção história etnocêntrica e o descumprimento das leis.

Em primeiro plano, cabe avaliar que o país sofreu um processo colonizatório baseado no etnocentrismo. Com a chegada dos portugueses, os nativos foram obrigados - mediante atos de violência - a aceitar as vestimentas, costumes e crenças dos europeus. Nesse contexto, a teoria de que a cultura européia e, posteriormente, a brasileira é superior a do indígena se disseminou ao longo dos anos. Sendo assim, a continuação do pensamento descriminatório funciona como base para a perpetuação do problema.

Ademais, o descumprimento das leis corroboram a situação. De acordo com a Carta Magna de 1988, é garantido aos índios o reconhecimento de sua organização social e o direito sobre a terra que ocupam. Em contraposição a isso, segundo a Folha de São Paulo, estima-se que 85% dessas reservas são alvo de explorados que objetivam usar a terra para o agronegócio. Dessa forma, o que se observa é a violação da legislação brasileira, o que é inadmissível.

Portanto, é necessário realizar medidas que atenuem o problema. Para isso, cabe ao Ministério da Educação e da Cultura, em parceira com as emissoras televisivas, abordar e debater sobre a história e a importância da cultura indígena para a formação do povo brasileiro. Para tanto, deve contar com a participação de sociólogos, educadores e também dos caciques das tribos, a fim de promover a valorização desse grupo. Outrossim, cabe a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) promover a maior vigilancia nas fronteiras indígenas e impor multas mais rigorosas aos infratores, com o objetivo de proteger as terras. Desse modo, o Brasil passará a reconhecer e respeitar sua identidade.