A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 21/08/2019
Ao chegar no Brasil, em 1500, os portugueses surpreenderam-se com os povos que aqui encontraram. O modo de vestir-se, a fala, a aparência. Tudo era diferente da cultura europeia. E, não sabendo lidar com o ‘‘diferente’’, logo os exploradores consideraram-se superiores. Movidos pelo desejo de enriquecer, escravizaram e mataram milhões de indígenas. Lamentavelmente, no Brasil de hoje, os exploradores, apenas substituíram os nomes e os postos. Além disso, a exploração, o abuso e o desrespeito fazem parte do cotidiano da população indígena brasileira.
Em uma primeira análise, é preciso salientar que, segundo a Declaração dos direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU em 2007, é reconhecido o direito dos povos nativos à propriedade da terra e aos recursos naturais oriundos dela. Todavia, não é isso que ocorre. Garimpeiros, agropecuaristas, agricultores, fazendeiros, entre outros, não respeitam o direito dos indígenas e exercem atividades que comprometem suas terras e ao próprio meio ambiente.
Ademais, os povos nativos tem que lidar com as consequências do desmatamento onde vivem. Segundo o site Amazonia.org, ele cresceu 124% só em 2018. Não conformados em destruir os ecossistemas, destroem também a terra dos nativos. Outrossim, a ONU destaca que os indígenas são a chave para proteger a biodiversidade planetária. Em seus territórios, o desaparecimento de espécies é mais lento que no resto do mundo. Proteger esses povos significa também proteger florestas, biomas, animais, e, consequentemente, um mundo mais sustentável.
Nesse sentido, convém citar o pastor protestante e ativista político Martin Luther King, quando afirmava que a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar. É de extrema urgência quebrar esse ciclo de injustiças que se mantêm vivo desde os primórdios da colonização. Para isso, faz-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente em associação com a FUNAI crie um projeto de defesa e proteção aos indígenas e às suas terras, enviando policiais federais para fazer a segurança desses territórios periodicamente. Cabe também ao Poder Legislativo criar leis extremamente rigorosas para quem violar os direitos desses povos, a fim de garantir justiça e liberdade aos nativos.