A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/08/2019

Funcionando como a Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer no seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando de percurso, a questão indígena no Brasil contemporâneo é um problema que persiste na sociedade há algum tempo.Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de alterar o caminho desse problema, a combinação de barreiras como a invisibilidade social sobre o índio, somada à falta de proteção e garantia de seus direitos constitucionais acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeira instância, segundo o artigo quinto da Constituição Federal de 1988, ‘‘Todos são iguais perante a lei’’, porém esse princípio constitucional é desrespeitado.Isso ocorre porque o índio sofre diariamente problemas como a invasão e expulsão de suas terras, uma vez que segundo o último Censo demográfico realizado pelo IBGE, mais da metade da população indígena vive na zona rural, localidade historicamente marcada por conflitos fundiários e dificuldade de acesso a bens básicos, não supridos pelo Estado.Por conseguinte, tais fatores perpetuam a desvalorização e colocação dos índios à parte da sociedade, consequências que acabam por contribuir para a persistência da problemática.

Além disso, o etnocentrismo praticado pela sociedade brasileira, conceito sociológico definido como a sobreposição de determinadas culturas é outro fator que contribui para o esquecimento popular do índio.Isso se dá devido à ausência de um ensino escolar que de fato valorize o índio no contexto histórico, mostrando sua devida importância à formação do Brasil.Dessa forma, torna-se inviável a mudança de percurso de uma memória social cada vez mais reduzida sobre a população indígena.

Logo, torna-se evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança deste caminho.Assim, é fundamental que o Governo federal, em parceria com a Fundação Nacional de apoio ao índio(FUNAI), fiscalize e remaneje recursos financeiros e estruturais que constituam um fundo que vise suprir a demanda de bens básicos e de proteção contra invasões e ataques à população índigena.Ao mesmo tempo, é essencial que as Organizações não governamentais(ONGs) cumpram, em parceria com as escolas, seu papel social na promoção da valorização e noção da importância da cultura e papéis históricos do índio na formação brasileira, por meio da distribuição de cartas e folhetos educativos.Só assim, as entidades socias, governo e escolas funcionarão como a força descrita por Newton, mudando o percurso de persistência da problemática indígena.