A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/08/2019

Muito antes da colonização portuguesa no país, nesse território já habitavam milhares de nativos, porém, ainda sim, o início desse marco foi intitulado como o “Descobrimento do Brasil”, anulando e aniquilando a presença dos nativos que residiam no país. Desde então, esse povo sofre com a difícil manutenção de suas terras e com o multiculturalismo. Diante disso, torna-se passível de discussão essas questões dos indígenas no Brasil.

Em primeira análise, os índios passam por um período conflituoso na autoafirmação de seu território. Apesar da demarcação e proteção dessas terras serem asseguradas por lei, Artigo 231 da Constituição da República, o órgão responsável por cobrar esse respaldo, a FUNAI (Fundação Nacional dos Índios), encontra diversos empecilhos para tal feito, como o processo fraudulento das grilagens, o desmatamento em função do gado e a própria resistência dos governadores em colaborar. Assim, é notório como o encadeamento de interesses pessoais atrapalham no estabelecimento dessa parte da identidade cultural do Brasil.

Somado a isso, o pluralismo cultural  e a falta de informação de uma parcela da população corroboram para a descaracterização dos nativos brasileiros. No período colonial, os jesuítas ludibriavam os índios para catequizá-los ou usar seus conhecimentos para buscar drogas do sertão. Entretanto, hoje, as marcas farmacêuticas e de cosméticos ainda mantém esse comportamento interesseiro. Além disso, há apropriação cultural de seus adornos, costumes e movimentos ritualísticos que são, frequentemente, ridicularizados e fetichizados pelas mídias televisivas. Dessa forma, é nítida a tentativa de deturpar a visão desse povo rico em conhecimentos e em particularidades.

Fica evidente, portanto, a necessidade de mostrar à população a importância da existência desse povo e de sua cultura para o país. Para isso, cabe à FUNAI organizar campanhas exibidas nas mídias sociais e televisivas com o intuito de ilustrar seus hábitos de vida e, também, divulgar tribos que são abertas ao turismo. Além disso, cabe às escolas exaltar o Dia do Índio (11 de Abril) através de projetos para a comunidade escolar que tenham atividades artesanais indígenas, como a construção de seus adornos, tótens de argila ou madeira e pinturas a base de tintas naturais. Assim, além da identidade desse povo ser restabelecida, a FUNAI teria apoio popular para garantir o direito desses nativos e eles veriam sua relevância para o legado histórico do Brasil, sem deixar que os relatos caóticos de aniquilação e anulação desse povo se perpetuem.