A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/08/2019
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo Polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI, a questão indígena no Brasil é um desses fatores. Neste sentido, é importante analisar dois aspectos que se fazem relevantes: a discriminação e a disputa fundiária.
É de fato que no mundo atual os índios vivem em condições de miséria, apesar de tentarem melhorias de vida, muitos tem dificuldades de conseguirem empregos ou até mesmo se encaixarem no padrão moderno. Por consequência, há ainda, forte preconceito e discriminação. No período colonial com a chegada dos europeus, os nativos, foram ignorados pelas diferenças linguísticas-culturais, assim que torna-se mais vantajoso para influenciarem com a nova etnia, já que a finalidade era a exploração do território brasileiro.
Por outro lado, o processo de colonização levou a extinção de muitas sociedades nativas, por meio de guerras ou doenças trazidas dos países distantes, motivos para diminuição desses povos. De acordo com a Constituição Federal 1988, artigo 231, consta que “propriedades devem ser utilizadas para suas atividades produtivas, garantido seu bem-estar e sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições”. Portanto, pela perda dessas raças a relação com meio é muito pouco, pois grandes áreas ambientais servem para o setor industrial.
O combate à liquidez citada inicialmente, a fim de conter o avanço dos desaparecimentos dos indígenas, deve tornar-se efetivo, uma vez que a discriminação e disputas territórias sejam controladas. Sendo assim, desde que haja parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar esses impasses.