A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 28/08/2019
O livro “Iracema” de José de Alencar, do período romântico, retrata a trágica história de exploração vivida por um índia ao se apaixonar por um europeu. De modo similar, na contemporaneidade brasileira, é fato que os indígenas ainda sofrem processos exploratórios, não somente relacionados ao amor como na obra, mas também no que diz respeito a educação e fiscalização de suas terras. Nessa situação, é imperioso pleitear métodos ágeis no intuito de garantir a expansão da cultura e segurança dos índios.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar a influência da educação na atual conjuntura. Na história do Brasil, somente a partir das cartas de Pero Vaz de Caminha, nota-se os primeiros indícios de formação do povo brasileiro com a colonização e exploração dos indígenas. Nesse sentido, percebe-se a desvalorização da visão dos índios neste contexto histórico ao apenas serem retratados dados a partir da chegada dos viajantes e colonizadores, o que corrobora para a formação de livros didáticos com informações inconsistentes sobre os primeiros habitantes, permitindo a continuação do processo de exploração visto no livro Iracema. Nessa lógica, o antropólogo Everaldo Guimarães Rocha fez um estudo baseado nesta alegação comprovada pelos relatos presentes em “Caramuru”, no qual afirma que os nativos foram definidos como primitivos, selvagens e cruéis. Desse modo, entende-se que esta visão distópica é formada pela ausência de valorização da cultura indígena no País, tornando os principais fundadores deste território desconhecidos.
Nessas circunstâncias, é necessário destacar a estrutura de segurança da problemática. À vista disso, conforme a Plataforma Cartográfica de Ataques Indígenas, já ocorreram mais de mil assassinatos de índios ao longo das últimas três décadas. Nesse sentido, mostra-se evidente a falta de proteção dos indígenas, o que possibilita a intensificação de práticas discriminatórias e de exploração, implicando negativamente na preservação destes povos. Dessa maneira, entende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.
Destarte, é impostergável medidas para resolver a questão indígena no Brasil. O governo, com apoio da Funai, deve incentivar financeiramente as editoras de livros, de modo estimular a produção de conteúdos da história dos povos indígenas, a fim de garantir a ampliação da cultura destes para a sociedade. Ademais, em sinergia com o Ministério da Segurança Pública, devem ser criados locais de fiscalização perto da habitação dos índios, com intuito de garantir a proteção destes contra práticas de discriminação e exploração de terras, promovendo a segurança contra conflitos nas comunidades. Somente assim, os primeiros habitantes deste território poderão ser reconhecidos culturalmente e respeitados nas suas regiões e, além disso, protegidos dos processos de exploração.