A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/08/2019

Desde o período quinhentismo, entende-se que uma sociedade só prossegui quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto quando se observa a questão indígena, no Brasil, presentemente, nota-se que esse ideal quinhentista é interiormente ligada à realidade do país, seja pelo recurso sociocultural, seja a desvalorização cultural.

É convincente que a questão conatural e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo Martin Luther King, toda hora é hora de se fazer o que é certo. De maneira similar, é possível perceber que no Brasil, o recurso sociocultural rompe essa autonomia, haja vista que a bancada ruralista do congresso nacional, insistem em ignorar os direitos constitucionais em defesa aos interesses políticos, com as demarcações de terras, beneficiando-se, desse modo, os grandes latifundiários, por conseguinte, resultando em chacinas, sobretudo, indígenas.

Da mesma maneira, destaca-se a desvalorização cultural como mobilizadora do problema. De acordo com Martin Luther King, nada é mais perigoso do que a ignorância humana. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o menosprezo por parte da população brasileira, que insiste em classificar índios como “não civilizados",“inferiores", essa visão etnocêntrica, infelizmente, é fruto de uma arraigada intolerância frente a minoria, advinda desde o Brasil colonial evidenciando o racismo.

É evidente, portanto que ainda há dificuldade para garantir uma construção de um mundo melhor. Destarte, o Estado deve promover uma lei aos direitos constitucionais aos índios, para combater a violência e maus tratos e criar políticas públicas de proteção, fazendo assim, os interesses dos índios como os interesses da sociedade brasileira. A escola deve procurar interesse de todas as etnias, para que a riqueza cultural não se perca, promovendo que a educação englobe as diversidades culturais, resultando respeito e tolerância, além de dar mais oportunidade aos índios.