A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/09/2019

Em 1822, surgiu no Brasil a primeira geração do Romantismo, que abordava como tema principal o nacionalismo e a valorização do índio -sendo visto com respeito e admiração- perante a sociedade. Entretanto, hodiernamente, a questão indígena no cenário brasileiro modificou-se como o passar do tempo, logo, o capitalismo exacerbado e as influências externas, são fatores que contribuem para a situação atual. Dessa forma, gera-se prejuízos no meio social.

É notório que o capitalismo exacerbado é um dos causadores da temática. Já que, segundo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, estamos vivendo a Modernidade Líquida. Para ele, a sociedade atual é marcada pela fragilidade das relações sociais, individualismo e falta de empatia, que são as principais características da contemporaneidade. Analogamente, isso acontece porque, na sociedade hirpecapitalista, o desejo incansável pela obtenção do máximo lucro monetário faz com que as indústrias “invadam” os territórios que pertencem aos índios, para fazer a extração de recursos naturais que pertencem aquela área. Nesse contexto, uma reportagem exposta em 2019 pelo Portal “G1”, mostra a invasão de madeireiros no habitar dos mesmos, para fazer a retirada de madeira do local. Em decorrência disso, a população indígena fica exposta aos perigos ofertados por esses invasores, como, à ameaça a integridade cultural e modificação do patrimonial.

Ademais, as influências externas também colaboram para a questão indígena no país. De acordo o a teoria da Tábua Rasa, de Jonh Lock, que define o ser humano como sendo uma tábua rasa, já que nasce sem nenhum conhecimento ou impressão, e que tudo é adquirido. Com isso, familiares, amigos, e até mesmo ambiente escolar, são moldadores de um educando. Dessa maneira, se o meio externo não mostrar ao individuo que está em processo de aprendizagem, a valorização de toda a comunidade, consequentemente, o mesmo não terá um olhar voltado para o outro, então, as dificuldades para combater os problemas dessa minoria serão mais complicados de resolver.

Em suma, é mister que o Estado tome providências para mudar o percurso do tema. Com propósito de atenuar o problema, urge ao Ministério do Meio Ambiente juntamente com o Ministério da Educação elaborar, por meio de verbas governamentais, a fiscalização mensal das indústrias que utilizam recursos da natureza, delimitar locais de extração, e estabelecer vigilância através de drones nos territórios indígenas, para efetivar uma segurança para todos. Além disso, criar campanhas publicitárias que detalhem o funcionamento das diferentes etnias no Brasil, sugerindo ao interlocutor criar o hábito de sempre ter um olhar de respeito e empatia como toda massa populacional. Somente assim, a nação brasileira poderá agir de forma mútua com os índios, assim como na primeira geração do Romantismo.