A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 14/09/2019
A carta de Pero Vaz de Caminha, mostra sob os olhares europeus um povo que precisava ser civilizado: os índios. Os brasileiros estão enganados se acham que não herdaram esse olhar. Os colonizadores fizeram o trabalho sujo de genocídio, mas a população permitiu que essa situação se agravasse até os dias atuais. Fora da história, é fato que a população brasileira ainda pensa como um português do século XVI, haja vista, a língua oficial do país é a língua portuguesa, além de que a bancada ruralista gera vários conflitos sob a demarcação de terras indígenas.
Em primeiro lugar, é importante destacar que os indígenas são vistos como inferiores diante da sociedade, classificando-os como selvagens ou atrasados, a prova disso, distingue-se como língua oficial brasileira o português, no entanto, a língua indígena é tratada como dialeto; devido ao fato de que no Brasil Colonial os portugueses trouxeram os jesuítas para: “catequizar, civilizar e educar os índios”. Sendo assim, as línguas nativas estão se perdendo ao longo do tempo, e se não forem valorizadas, estarão extintas nas próximas gerações.
Por conseguinte, os indígenas ainda tem que lutar por suas terras, visto que, a bancada ruralista impede a valorização da cultura nativa, causando conflitos, mortes e danos ao meio ambiente para fundos lucrativos. O filme “Martírio”, mostra a tribo Guarani Kaiowá e as dificuldades para proteger suas terras, e seus membros ao enfrentar militares que os expulsam, agridem, matam e destroem suas respectivas ocas. Nesse sentido, a dívida do homem branco com os povos indígenas está longe de ser quitada.
Portanto, o Ministério da Educação deve criar uma lei para que seja implantado nas escolas, e universidades junto ao curso de letras o idioma indígena. Além do mais, o Governo deve impedir a agricultura, exploração das terras, e permitir a retomada de áreas perdidas. Dessa forma, a cultura, tradições e principalmente a identidade serão valorizados, somado a isso, finalmente quebrará o pensamento e olhar de um português do século XVI e dar-se-á voz aos indígenas brasileiros.