A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 17/09/2019

A música “Índios”, da banda brasileira Legião Urbana, traz a questão indígena de forma sensível ao dizer: “quem me dera ao menos uma vez, como a mais bela tribo dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente”. Hoje, tal como há 500 anos, os índios ainda sofrem para se manterem vivos. Para compreender tal problemática, é preciso pôr em pauta as razões da diminuição da população indígena, assim como como a demarcação de terras pode impactar positivamente esse problema.

Em primeiro lugar, dados da Funai (Fundação Nacional do Índio) apontam que no início da colonização havia no território brasileiro cerca de 3 milhões de índios. Atualmente, segundo o IBGE, esse número não é maior que 800 mil. Essa diminuição ocorreu por várias causas: doenças trazidas pelos europeus, escravidão e, principalmente, violência. Essa violência perdura até hoje, como provam os números de assassinatos contra indígenas. Ademais, muitos índios, ao migrarem para os centros urbanos, se encontram em situação de rua, o que aumenta sua susceptibilidade à violência.

Todavia, uma eficaz demarcação e proteção do território indígena pode auxiliar na diminuição da violência racial contra os índios e, sobretudo, na manutenção de sua cultura. Assim, conforme a população indígena se sentisse segura para demonstrar suas tradições, o restante da população brasileira perderia o cruel pensamento capitalista criticado em “Que país é esse?” da Legião Urbana: “mas o Brasil vai ficar rico, vamos faturar um milhão quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão”.

Dados os fatos, pode-se apreender a importância e a necessidade de preservar a população indígena, que é o cerne da nossa civilização. Para garantir essa proteção, a Funai deve aumentar seus esforços quanto à preservação e demarcação das terras, além de políticas de manutenção da cultura indígena. Outrossim, o Governo Federal, visando diminuir a situação de mendicância indígena nos centros urbanos, deve investir na criação de programas assistenciais a essa parcela da população.