A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2019
Segundo Locke, o homem nasce livre, e o estado deve e garantir a permanência da liberdade espontânea de nascimento, unida aos direitos de vida e propriedade, entretanto, é evidente que a população indígena enfrenta um forte impacto que é oriundo da imprudência social e estatal. A princípio, a violência sistemática que é caracterizada pela invasão de terras demarcadas e ao descaso estatal com a comunidade, que posteriormente, o preconceito com o cidadão inserido nesse contexto ríspido e negligênte induz ao acometimento do suicídio.
Para Rousseau, o homem nasce bom e livre, porém, a sociedade, unida a propriedade privada o corrompe. Exemplificando, não só a ganância por uma produção desenfreada da agropecuária e monoagricultura, mas também a inexistência de políticas de controle e preservação dos territórios proporcionam um cenário brutal para jovens indígenas. É inquestionável que o Brasil, inicialmente foi povoado pelos nativos, e assim é possível assegurar que eles possuem direito a demarcação de terras, e, por sua vez, ainda que o estado demarque, estas não são respeitadas, devido a não ocorrência da fiscalização, e de punição para o infrator que viola o território protegido pelo estado. Em adição, a população da comunidade citada no texto, tem dificuldade para acessar a saúde. Dessa forma, é incontestável que as adversidades enfrentadas são inconstitucionais, visto que, o estado deve promover dignidade, e de encontro com as questões abordadas, o índio não desfruta dela com isonomia.
Conforme a definição de cultura, que engloba, costumes, hábitos, crenças, lei, a moral, arte, e conhecimentos, a comunidade indígena é complexa e a sociedade brasileira tende ao preconceito, devido a limitada definição que ela tem do que é e de como vive a população nativa. É evidente que esse prejulgamento, gera dificuldades, como o acesso ao emprego e ao ensino, visto que a população citada tem grandes desafios de ascenção no ambito academico. Esse preconceito aliado a negligência estatal em assegurar esses direitos, proporciona o sentimento de insuficiência e, a crença de que não existe uma perspectiva de vida. Em síntese, o cidadão mencionado, é levado ao suicídio, já que não goza de benefícios fundamentais.
Diante da problemática apresentada, o estado mediante a Fundação Nacional do Índio (Funai), deve realizar a fscalização das terras demarcadas, e assegurar, mediante acompanhamento psicológico a saúde emocional dos indigenas, juntamente o executivo deve implementar políticas de combate a todo tipo de violação de direitos indienistas dentro do território nacional fortalecendo as políticas de fiscalização e assistencia. Assim os o suicídio indígena como falha da sociedade será amenizado.