A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 24/09/2019
Na primeira fase do Romantismo no Brasil o índio era apresentado como herói e guerreiro nacional. Em contrapartida, no Modernismo brasileiro a figura do índio era abordado de forma diferente, como livro “Macunaíma”, de Mário de Andrade - onde o índio é visto como um indivíduo preguiçoso e ambicioso. Na contemporaneidade, esses povos são vítimas de uma sociedade preconceituosa e intolerante, e enfrentam desafios diários em busca da obtenção de seus direitos.
A falta de conhecimento e a ignorância de parte da sociedade sobre o modo de vida das comunidades indígenas acarreta um afastamento do que realmente deveria ser levado em consideração: o reconhecimento dos povos indígenas como indivíduos imprescindíveis para a preservação de grande parte da cultura e da identidade nacional.
Essa alienação fortalece o preconceito - enraizado desde o período da Colonização do Brasil - que interfere diretamente na vida dos indígenas, uma vez que eles têm seus direitos sistematicamente desrespeitado por uma sociedade opressora. Exemplo disso são as disputas por terras demarcadas, onde produtores rurais reivindicavam o avanço das fronteiras agrícolas nas terras que são dos indígenas por direito.
Posto isso, fica clara a necessidade da abordagem da questão indígena nas escolas e a desmistificação, além do senso comum, de temos como “descobrimento do Brasil” -que insinua que antes da chegada dos portugueses, quando apenas os índios habitavam essa terra, o Brasil não existia -para que o respeito, acima de tudo, seja ensinado e praticado com antecedência. Dessa forma a população indígena será capaz de usufruir do seu direito sem que haja indícios de conflitos.