A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/09/2019

Invasão de terras, assassinatos, direitos desrespeitados, dados como “primitivos, “preguiçosos”, com a manifestação de cultura reprimida vem desde a chegada dos colonizadores até a contemporaneidade. Ainda que sua contribuição histórico cultural e social é de tamanha importância, foi e continua sendo drasticamente alterada pela realidade, luta-se constantemente pela sua sobrevivência e não possuem seus direitos protegidos pelo Estado, ademais pela sociedade brasileira.

896,9 mil indígenas, 305 etnias e 274 idiomas segundo o censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística). Na Floresta Amazônica, desmatamento, queimadas, escassez de alimentos, cada dia mais árduo lutar pela sobrevivência de sua cultura. Logo, migram para cidades em busca de melhores condições de vida. Deste modo, geralmente moram em áreas de risco, com dificuldade de acesso a serviços públicos (saneamento, saúde, educação, segurança..) e o preconceito enraizado pela falta de informação e ignorância da sociedade “colonizadora”.

Quando pergunta-se a uma criança “quem descobriu o Brasil?” e a resposta é um navegador português, desconsidera-se milhões de indígenas e histórias sobre essa nova terra. Ou seja, ao ameaçar seu território, separar seu povo submetendo-os a mudar para cidade e compartilhar um modo de vida diferente, não há como manter seus costumes e tradições. Além de todo repúdio vivido.

Portanto, a questão indígena no Brasil deve ser abordada fora do senso comum nas escolas. A fim que os indivíduos trabalhem com a diversidade de cultura, etnias e idiomas para compreensão de suas contribuições para a história. Outrossim, validar políticas públicas indígenas que existem, exigindo fiscalização e maior proteção de seus territórios. Sendo assim, reconhecendo o índio como cidadão e integrante da comunidade, transformando-a mais culta e menos ignorante.