A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 02/10/2019
Segundo o sociólogo Zygmunt Baumam, a falta de solidez nas relações sociais é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI.Assim, o individualismo e o egocentrismo contribuem para á elevação exponencial da problematização da questão indígena em todo o espaço brasileiro.Portanto, esse grupo étnico tem sofrido com enormes injustiças no âmbito de proteção de suas terras, além de serem constantemente violentados e mortos por pessoas intolerantes.
Nesse contexto, é válido ressaltar o filósofo contratualista Thomas Robbes, pela razão de expor a ideia de que " O homem é lobo do homem", isto é, os indivíduos são essencialmente interesseiros e violentos, o que promove a necessidade de extinção do “Estado de Natureza”, na qual prevalece a selvageria, pela de “Sociedade” que obtêm a defesa da propriedade privada pelo poder público.Entretanto, o Governo que tem a função de resolver as questões da coletividade, omite-se em planejar políticas públicas eficientes para identificação e demarcação de territórios indígenas, visto que essa medida é imprescindível para legitimação dos seus costumes,tradições,cultura e sobrevivência por meio da pesca e caça.
Diante desse cenário, o período literário romântico ocorrido no Brasil no século XIX, tinha como principal objetivo o fortalecimento das identidades nacionais,através do indianismo, que era a valorização do nativo,porém, de forma idealizada e alegórica.Dessa forma,esse momento histórico reflete até hoje, já que os cidadãos visualizam os povos primitivos como seres que não possuem necessidades sociais, o que facilita assim a sua invisibilidade coletiva ,adentramento proibido em áreas indígenas pelos madereiros,garipeiros e caçadores ilegais e consequentemente o confronto diariamente entre esses dois grupos antagônicos com a morte dos donos do local.
É, em síntese factual que diante do exposto da volatilidade dos direitos primordiais da nação autóctone o problema da indefesa da propriedade do índio urge por medidas a criação da Secretária Especial da População Indígena pelo Poder Executivo.Por intermédio de servidores que agilizará o reconhecimento e a delimitação de seus territórios por via de audiências coletivas com juízes e promotores do setor agrário ,que ouvirão os líderes das aldeias de diversas etnias também para registrar crimes de ocupação indevida de suas localidades e promoverão propagandas na televisão para apelar pelo respeito da comunidades tradicionais, a fim de exista uma humanidade coesa, integrada e reverente.