A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/09/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos- promulgada em 1948 pela ONU, visa uma maior autonomia e liberdade às minorias no âmbito internacional. Entretanto, no Brasil os índios são renegados pela falta de conhecimento de sua cultura e modo de vida, e, principalmente, a falta de assistência e representatividade. Contudo, cabe ao Estado buscar ações que visem atenuar esse problema, em busca de um tratamento igualitário, além de  assegurar os seus direitos.

Em primeiro lugar, a primeira geração do romantismo, a fase heroica, idealizava o indígena como o verdadeiro herói e brasileiro. Porém, a sociedade contemporânea se transformou, pela influência do conservadorismo e  passou a marginalizar e segregar eles. Dessa forma, a falta de conhecimento da cultura e vida dessa minoria, pode acarretar em violência, como por exemplo, a mote de vários caciques nas Reservas Indígenas da Amazônia, local que deveriam estar protegidos, relato feito pelo G1. Logo, existe uma falta de segurança e preservação dessa cultura.

Além disso, há uma falta de reconhecimento social de que esses indivíduos fazem parte do povo brasileiro. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, prova disso é a forma como não se ensina sobre a cultura dessas e outras minorias no ambiente escolar. Conforme não é passado para os jovens sobre eles e seu modo de vida, fica a cargo de uma sociedade conservadora e preconceituosa, a possível construção da mentalidade das futuras gerações. Então, é dever do Estado a reversão desse quadro que não favorece esse grupo.

É notório, portanto, que a falta de conhecimento e compreensão do povo indígena passa pelo desinteresse do Estado. Desse modo, estes urgem do investimento do Ministério da Segurança Pública na proteção, criação e aplicabilidade das leis vigentes. Além disso, destinar verba pública a partir do Ministério da Educação, para adicionar no curriculum escolar, palestras e debates a respeito da cultura indígena, a fim de construir uma mentalidade mais empática e altruísta nas próximas gerações.