A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 04/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, o personagem Rafael Hitlodeo retratada uma comunidade, descoberta em suas viagens transoceânicas, ausente de problemáticas sociais. No entanto, fora dos livros isso não é alcançado, haja vista que o descaso com a pauta indígena no Brasil distancia o país da diegeste do autor, seja pelo elevado índice de homicídios, seja pela desvalorização da sua cultura na educação brasileira. Dessa forma, é necessário obter subterfúgios a fim de resolver esse inercial obstáculo.

Em primeira análise, ressalta-se que o elevado número de assassinatos de índios deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo Thomas Hobbes, o Estado deve garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no território nacional. Devido à falta de atuação das autoridades, a execução de indígenas permeia o país desde a Guerra Justa até o genocídio ocorrido em 1960, em que garimpeiros envenenaram milhares de nativos com Arsênio através da comida, levando-os ao óbito. Hodiernamente, esas mortes continuam e se caracterizam, de acordo com a Fundação Nacinal do Índio (FUNAI), por conflitos entre produtores e tribos, decorridos do avanço da fronteira agrícola na Amazônia. Tal fenômeno descreve um cenário caótico que necessita de reformulações imediatas.

Outrossim, deve-se atentar para a educação como fator primordial para o progresso social ser atingido. Nesse âmbito, mesmo o Brasil sendo a 8ª maior economia do mundo, o ensino público é defasado. Essa adversidade atualmente não recebe recursos suficientes para ser sanada, contrariando o pensamento de Arthur Lewis que propõe a educação não como um gasto, e sim como um investimento garantido. Portanto, essa realidade é refletida na discussâo indígena contemporânea, uma vez que no currículo educacional básico não existem aulas específicas sobre a essa cultura, ademais, os poucos conteúdos exitentes são Eurocêntricos e desvalorizam esse grupo, como exemplo, histórias disseminadas sobre o índio ser preguiçoso. Tudo isso leva ao distanciamento e ao esquecimento dessa minoria que deve ser lembrada por todos.

Dessa maneira, urge a necessidade do Tribunal de Contas da União direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em aulas específicas sobre a cultura indígena por meio de professores capacitados pela FUNAI através de visitas a tribos e diálogos diretos com seus integrantes. Tais medidas terão o fito de levar a verdadeira historia e cultura para a sociedade. Por fim, com esas ações tomadas estariamos um passo a mais em direção ao modelo ideia da ilha Utopia.