A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/10/2019

O estudo da história é caracterizado por parcialidade. Embora o conhecimento seja importante, muitas vezes negligenciam a fonte e há diversas versões para um mesmo acontecimento. O exemplo mais evidente destes fatos é sobre as origens do Brasil. Nas escolas, o modelo ensinado é europeizado e o indígena parcamente retratado. Deste modo, o pouco que se sabe é uma falsa ideia, uma estereotipização que mina a luta dos nativos em busca de reconhecimento, da preservação de suas aldeias e do respeito ao seu modo de vida.

A memória cultural do brasileiro é fraca. Esquece-se das inúmeras contribuições à língua, culinária e costumes - como o nomes de diversas frutas, estados e trabalhos artesanais- advindos destes povos. Assim, é difícil obter participação da grande massa nas problemáticas concernentes aos indígenas. O agronegócio e a grilagem de terras constituem uma das maiores violências a que estão sujeitos, resultando em diversas mortes.

O olvido da população é preocupante, mas vários autores ao longo dos séculos ajudaram a formar a visão que se tem sobre as diversas etnias. José de Alencar com a prosa e Golçalves Dias com a poesia são importantes expoentes da cultura. Entretanto, o que foi mostrado pode ser classificado como estereótipo. Isto é outra grande violação: a ideia do “bom selvagem” ou do “folgado” caracterizando-os. A noção que se tem sobre o sucesso e progresso entre eles e a urbe é diferente. Sua maneira de pensar e agir cultural e economicamente são singulares e devem permanecer assim.

Desse modo, o governo federal deve cuidar para que a FUNAI intensifique a participação na demarcação e fiscalização de reservas com maior autonomia, a polícia federal faça a proteção (junto á polícia militar de cada estado) de aldeias. Em conjunto com o ministério da educação e diversas tribos, haja a promoção de oficinas de contos e artesanato. É chegada a hora de dar-lhes o espaço pra compartilhar sua versão da história.