A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 22/10/2019

A 1° fase do Modernismo, escola literária brasileira originada em 1922, tinha como objetivo principal a reconstrução da identidade nacional por meio da valorização de elementos que representasse a história do país: A natureza e o Índio. No entanto, em contraste com a literatura, os índios enfrentam, ainda, grandes desafios no que tange à garantia dos seus direitos e a sua valorização.Tais desafios ocorrem em virtude dos interesses econômicos e de um ensino ultrapassado sobre a figura do indígena o que colabora, em grande parte, para a marginalização desse grupo em relação ao corpo social. Desse modo, é imperativo discutir as questões relacionada aos índios no Brasil contemporâneo.

Convém ressaltar, mormente, que assegurar a demarcação das terras indígenas é, de certo modo, uma forma de perpetuar a expressão cultural desses povos, pois eles guardam uma relação histórica com a natureza. Todavia, essas demarcações, embora garantidas pelo artigo 255° da Constituição brasileira de 1988, são ameaçadas pelos  interesses das grandes empresas do agronegócio. Prova disso, amplamente divulgado nas mídias diariamente, são os conflitos causados pelas invasões de terras indígenas que resultam, não raramente, na morte cruel de muitos índios. Diante disso, é evidente que falta uma política pública de fiscalização e de proteção ao direito constitucional desse povo.

Outrossim, não se pode negar a necessidade de reformulação do ensino acerca do índio no país. Visto que a história do Brasil é ensinada mediante à visão colonizadora portuguesa contribuindo, assim, para formação de uma sociedade que não enxerga o índio como integrante do corpo social, mas sim como uma figura histórica. Segundo Paulo Freire, educador brasileiro, somente a educação pode mudar a forma como as pessoas pensam sobre algo. Pode-se observar, portanto, que o preconceito contra os índios que se apropriam de aparelhos tenológicos é, na maioria das vezes, um reflexo da carência de um estudo sobra as formas de vida desses povos na contemporaneidade. Nesse sentido, é preciso promover uma educação que valorize não somente o índio do passado, mas também do presente.

Destarte, fica claro que esses desafios devem ser superados de imediato para uma sociedade integrada seja alcançada. Para tanto, o Ministério da Justiça deve demarcar terras mais expressivas e garantir sua preservação, por meio de fiscalizações mensais e da criação de um fórum especializado em denúncias, a fim de combater a violência que faz dos índios vítimas todos os anos. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com a Fundação Nacional do índio, reformulem os materiais didáticos que reforçam os estereótipos sobre os índios e acrescente na grade escolar da disciplina de história e sociologia, aulas que abordem sobre a cultura e o modo de vida atual dos indígenas. Espera-se, com isso, tornar as pautas modernistas uma realidade brasileira.