A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 21/10/2019
Em sua obra “O triste fim de Policarpo Quaresma”, Lima Barreto evidencia o orgulho do protagonista referente ao dialeto “tupi”, o qual tenta torná-lo idioma oficial do país. Esse orgulho aos nativos, entretanto, não é mais característica da realidade brasileira, umas vez que os povos indígenas enfrentam tanto ameaças territoriais quanto contra a valorização de sua cultura. E, tendo em vista que esses problemas resultam da negligência Estatal, cabe analisar com maior amplitude essa questão no Brasil atual.
Precipuamente, ressalta-se que a agressão aos indígenas não é recente. Já na colonização do país, em 1500, os portugueses exploraram agressivamente sua mão-de-obra para lucrar com o comércio do Pau-brasil. Desde então, apesar da Constituição de 1988 assegurar seus direitos básicos, casos de invasões às reservas desses povos ainda permeiam o cenário nacional. Para ilustrar, a recente Hidrelétrica de Belo Monte, no Amazonas, foi construída por meio da destruição das áreas dos nativos. Compreende-se, com isso, a má execução da lei ao que concerne à proteção desses povos.
Por conseguinte, a rica cultura brasileira, como destacada na música de Jorge Ben Jor: “Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, é fortemente abalada. Na destruição de uma aldeia, perde-se também seus costumes, culinária, crenças e dialetos, o que, consequentemente, corrobora a desvalorização da cultura brasileira. Esses vultosos índices de práticas imorais são expostos pela Funai (Fundação Nacional do Índio), os quais indicam que apenas 40 tribos nacionais não sofreram influências da urbanização. Logo, torna-se claro que a cultura primitiva do país não é devidamente contemplada.
Diante dos fatos supracitados, portanto, urge que medidas eficazes sejam providenciadas para a erradicação do empecilho. Com o intuito de proteger das invasões as poucas áreas intocadas que ainda restam, o Ministério da Cidadania, em parceria ao da Tecnologia, devem criar medidas de segurança. Essa ação deve ser executada mediante constante vigilância aérea de drones, que permitiriam imagens em tempo real ao seguranças locais. Além disso, cabe ao Ministério da Cultura promover programas televisivos, em união à Globo e SBT, que valorizem os ricos costumes indígenas e estimulem a população a valorizá-los. Desse modo, somente, o orgulho aos índios, como expresso por Policarpo Quaresma, poderá reintegrar ao cenário brasileiro.