A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 23/10/2019

Desde o início do século XVI, com a chegada dos portugueses esses europeus já olhavam para o Brasil com interesse premeditado, alegando ser seu único desejo salvar a alma dos índios. Entretanto, a tomada de terras e o genocídio indígena, remonta para a infame situação vivenciada pelos nativos na atualidade. Faz-se, portanto, necessário conhecer as principais consequências dessa problemática em nossa sociedade.

É axiomático que a influência portuguesa dizimou a cultura dos povos indígenas, que foi extremamente importante para a formação cultural brasileira. A carta de Pero Vaz de Caminha, que continha as primeiras impressões dos povos já existentes no Brasil, fomentava a necessidade da catequização dos índios, no entanto é perceptível a visão eurocêntrica sobre costumes e ritos indígenas. Assim, essa analogia é encontrada na atualidade com um caráter discriminatório quando a linguagem dos nativos é considerada um dialeto enquanto a língua portuguesa é oficial.

Do mesmo modo, destaca-se o sistema colonial implantado pelos europeus que na antiguidade tornaram os índios escravos agrícolas, retomando a contemporaneidade, os grandes proprietários rurais consideram as terras demarcadas indígenas como obstáculos para o avanço do agronegócio. A constituição federal que foi promulgada em 1988, reconhece os povos originários e os seus direitos, contudo o Brasil carece de políticas para a fiscalização desses direitos. Nesse ínterim, é visto que diversas etnias indígenas são cruelmente desrespeitadas e possuem os seus interesses e necessidades relegado a segundo plano.

Diante do oposto, faz-se necessário que sejam tomadas medidas para resolver o impasse. Portanto, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) deve prestar apoio e proteção social, por meio de demarcação de terras e fiscalização dos seus direitos, por ser o órgão responsável pela administração dos recursos empregados, para proteger e preservar as terras indígenas. Espera-se, com isso, uma sociedade justa, consciente e igualitária dos direitos humanos e étnicos.