A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 24/10/2019
O território que corresponde ao Brasil, antes do século XIV, era Pindorama, terra em que habitavam cerca de cinco milhões de indígenas. Atualmente, esses nativos ainda resistem, mas enfrentam diversos problemas no dia-a-dia do século XXI, desde a barreira linguística até a destruição das reservas indígenas. Portanto, é preciso superar esses desafios.
O país tropical tem por língua oficial o português, com nenhuma participação de outros dialetos indígenas. O dilema já era discutido há séculos, a exemplo, o livro ‘‘O triste fim de Policarpo Quaresma’’ expõe o desejo de Policarpo do Brasil voltar às suas origens históricas, reivindicando que o tupi fosse adotado ao invés do idioma lusitano. Embora isso nunca tenha se tornado realidade, o problema ainda persiste. De acordo com o IBGE, censo de 2010, existem pelo menos 270 dialetos falados ainda hoje, e com isso, muitos indígenas enfrentam dificuldades em conseguir educação de qualidade ou mesmo ficar a par das notícias de seu próprio país. Ainda que a utilização de intérpretes aconteça e muitos nativos sejam bilíngues, são mais de cem mil pessoas que não conseguem se comunicar diretamente com o resto dos brasileiros. Logo, é necessário agir de forma a contornar esse impasse.
Além disso, os territórios que englobam aldeias são constantemente ameaçados. Em 2019, os objetivos do presidente Bolsonaro ameaçam acabar com a demarcação das terras indígenas. Isso preocupou os habitantes desses lugares, pois ora exista uma importância ecológica entorno da floresta preservada, ora houvesse um motivo religioso de proteção da mata, que representa muitos deuses da religião de diversas dessas tribos. Portanto, é importante manter a integridade desses espaços.
Em suma, as universidades brasileiras devem agir ativamente na maior inclusão dos dialetos indígenas no país, por meio de programas que ensinem alguns dos principais idiomas para os estudantes universitários, com projetos de extensão que encorajem, principalmente cursos formadores de professores, a aprendizagem de novas línguas. Além disso, é preciso que o governo busque uma forma de conciliar os desejos de desenvolvimento do país com a preservação desses povos, por meio de diálogos com os chefes de diversas tribos, para compreender a importância da preservação das áreas protegidas. Assim, será possível resolver a questão dos nativos contemporâneos do Brasil.