A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 14/11/2019

Em 1500, uma expedição náutica vinda de Portugal chega ao território atualmente conhecido por Brasil. A partir desse ano, inicia-se o processo de opressão econômica, por meio do escambo de pau-brasil, e social, por meio da escravização, dos povos nativos. Apesar de passados mais de 500 anos, essa grave realidade de exploração dessas minorias perpetua-se sob outras formas.

Inicialmente, mesmo com um visível crescimento nos direitos, garantidos pela Constituição Federal de 1988, observa-se um descaso frente às populações indígenas. Sob o pretexto do desenvolvimento nacional, áreas cuja preservação é garantida por lei têm seus limites desrespeitados por grileiros e fazendeiros, ambos submetidos à lógica do agronegócio. Assim, esse preocupante problema fere um dos valores básicos da democracia que é o direito a habitação.

Do mesmo modo, a falta de um ensino especializado nas escolas, que inclua a história e a cultura das etnias originárias, facilita a manutenção da exclusão. A curto prazo, essa carência na educação aliena os estudantes quanto à diversidade cultural, a longo prazo, cria uma sociedade que naturaliza preconceitos. Tal conjuntura é inadmissível num país tão plural quanto o Brasil.

Em suma, são necessárias medidas que diminuam a discriminação e a segregação sofrida pelos povos indígenas. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação capacitar indivíduos, pertencentes às próprias comunidades aborígenes, para dar aulas sobre a sociedade dos povos naturais aos alunos de ensino médio e fundamental. Consequentemente, a importância histórica de tais povos adquire um caráter mais significativo para a formação do contexto nacional contemporâneo, ao lado da herança europeia e africana.