A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 05/02/2020

Violência, abuso, aculturação, incinerado em um ponto de ônibus, sofrimento. Vários são os acontecimentos alarmantes ao decorrer da história brasileira para com a população indígena. Na contemporaneidade, tal descaso perdura durante o governo brasileiro, no qual a ambição do sistema econômico vigente conduz à apropriação de suas terras, além de negligenciar a inserção desses na sociedade.

Inicialmente, vale ressaltar que a posição do Estado, em relação às comunidades indígenas, foi e continua sendo deletério para tais. De acordo com o artigo 5 da constituição brasileira, todos são iguais perante a lei e, um dos critérios mais importantes do conjunto de leis é o conceito da propriedade privada do cidadão. Sob essa perspectiva, o que já foi denominado demarcação indígena, de maneira alguma pode ser removida e estatizá-la.

Ademais, vale ressaltar que inserção indígena não é apenas trazer para o ambiente social, mas sim dar orientação e atenção para que ele possa, assim como os outros,  crescer e se desenvolver em quaisquer âmbitos. Tal discernimento do significado “inserir” foi feito pela socióloga Hannah Arendt. A partir desse ponto de vista, é de fundamental importância o enfoque não só nos índios, mas também em qualquer minoria que é reprimida.

Portanto, de forma a amenizar o passado e garantir um futuro adequado para tais, é dever da FUNAI, juntamente com o Ministério da Educação, realizar a efetivação da proteção e do bem estar social indígena por meio de não apenas políticas rígidas de redenção, como também campanhas publicitárias de consciêntização acerca da dívida do Brasil para com eles. Afinal, todos somos cidadãos, portanto dignos de direitos e respeito.