A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/02/2020

Conforme o poeta Cazuza " Eu vejo o futuro repetir o passado" , a questão dos povos indígenas- demarcação de terras e os inúmeros registros de morte- não é um problema atual. Desde o século XVI com a chegada dos portugueses em território brasileiro é possível notar ausência de valorização da cultura indígena, e o homem branco com pensamentos de superioridade em relação ao modo de vida dos aborígenes. Entretanto, seguindo Cazuza, a realidade preconceituosa está enraizada na sociedade contemporânea, visto que bancadas ruralistas se apossam de demarcações nativas, devido à ausência de fiscalização. Essa realidade constitui um desafio a ser resolvido não somente pelos poderes públicos, mas também por toda a sociedade.

Consoante o pensador e ativista francês Michel Focault, é preciso mostrar para as pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Posto isso, a colonização não pode mais existir no intelecto dos indivíduos, visto que é um erro cometido por milhares no passado e não pode perdurar mais- o pensamento de superioridade deverá ser debatido, pois ideias errantes serão destruídas- Indubitavelmente, combatido o senso comum será possível reconhecer a importância dos costumes aborígenes. Por conseguinte, o preconceito existe, porque há desconhecimento acerca das características e das necessidades das tribos.

Vale dizer que a constituição de 1988 no artigo 231, garante aos indígenas não somente a posse sobre suas terras, mas o respeito ao seu estilo de vida. Essa conjuntura contraria a lei, porque terras indígenas são tomadas pelos barões de terra (bancada rural) para que agrotóxicos tomem o lugar, o índio garante a proteção do meio ambiente, também da biodiversidade, todavia isso está sendo roubado deles,  em razão da ausência de fiscalização das áreas demarcadas- muitas mortes são causadas pela luta de seus direitos- Hodiernamente, o genocídio continua de forma descarada, somente poderes públicos em conjunto com a sociedade poderão tirar o Brasil dessa realidade.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o entrave. Em razão da ausência de valorização da cultura nativa, é preciso que o MEC aliado ao centros educacionais realizarem palestras, cursos, debates, atividades lúdicas e outros para que haja senso crítico na sociedade. Da mesma forma, todos os cidadãos devem fazer sua parte com ações sem superioridade, pois a igualdade é um direito de todos indivíduos. Indubitavelmente, a FUNAI deve contratar mais fiscais para garantir a segurança à esses grupos e a demarcação de terras deve ser feita novamente e quem ultrapassar pegará multa ou prisão, se causar morte no território. Desse modo será possível reduzir o preconceito latente.