A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/02/2020

Nota-se o crescente interesse neoextrativista em locais de demarcações indígenas.Desse modo é inegável o equivalente aumento de violências físicas, epistemológicas e territoriais.É inconcebível a negligência por parte do governo para proteção de tais comunidades e merece um olhar crítico de enfrentamento.

Em primeiro lugar, deve-se reconhecer o aumento de assassinatos indígenas no último ano.Mortes as quais têm origem em conflitos com mineradoras e madeireiros.Como visto em Setembro de 2019 a morte do líder Guajajara por madeireiros.Logo o desmatamento incontrolável não pode ser aceito como também as constantes mortes as quais esse povo é submetido.

Em segundo lugar, as mortes vão muito além do físico.Vale salientar o epistemicídio vivenciado pelos indivíduos, com a grande presença de evangelizadores com o objetivo de “ajudar” os povos os quais possuem culturas milenares.Como a nomeação de um ex-missionário evangélico para cargo de coordenador-geral para a proteção de índios isolados.A epistemologia dominante impõe um conhecimento universal que pode refletir os interesses políticos. Por fim, seria inadequado não notar os interesses de um grupo social dominante em influenciar indígenas.

Acerca disso as instituições como Funai devem atuar à favor dos povos indígenas, através de mudanças na administração para pessoas que respeitem e defendem a cultura indígena.Além de mudanças na legislação as quais são tão flexíveis quando o assunto é indígenas e desmatamento.Será uma mudança gradual com campanhas pelas redes sociais e a mídia televisiva, porém é de alta importância e deverá ser feito com rapidez. Para que a sociedade brasileira como conjunto de indivíduos reconheça que compartilham valores culturais diferentes respeitando diferenças entre etnia e raça.