A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 31/07/2020
“O índio é preguiçoso, vi meu e no meio do Mato” são afirmativas que estão presentes no imaginário de grande parte dos brasileiros, os quais não enxergam a pluralidade dos povos indígenas e reproduzem estereótipos de séculos atrás. Além do racismo, os povos originários têm lidado com os conflitos relacionados à posse de terras que ocorrem tanto no congresso Nacional, como em solo físico com luta arma da, resultando em muitas mortes. Então, é preciso desconstruir a mentalidade colonizadora e fortalecer a fiscalização dos espaços demarcados.
Primeiramente é preciso entender que o estereótipo da figura do índio surgiu quando os portugueses chegaram aqui - era o auge do capitalismo comercial, cujo as bases eram: busca por matéria-prima e mão de obra barata - e enxergaram aqueles que aqui viviam como ignorantes e não civilizados, uma oportunidade para obter escravos. Entretanto, encontraram resistência porque o modo de viver dos indiosnao era compatível com o dos europeus naquela época. Desse modo, durante os séculos seguintes, os indígenas foram excluídos e a visão portuguesa foi perpetuada.
Além de enfrentarem o racismo, esses povos têm que lutar diariamente por direitos básicos como acesso à educação, saúde, vida, segurança e propriedade. Pois apesar da Constituição Federal garanti–los, o que se observa no Brasil atualmente é um verdadeiro massacre dessas populações que tem como motivação violar as demarcações de terras das quais os indígenas têm posse cedida pela União. Nota–se portanto uma negligência por parte do Estado e dos órgãos responsáveis como a Fundação Nacional do Índio (Funai) já que as mortes e o conflitos nao diminuem, só se intensificam.
Portanto, para que a questão indígena seja apaziguar a, o Ministério da Educação em parceria com Funai, deve criar o “mês da valorização da cultura dos povos originários” nas escolas o qual contará com apresentações artísticas de diversos grupos, palestras e debates ministrados por lideranças indígenas e antropólogos direcionados aos alunos e às comunidades locais de cada região. Tudo isso com o objetivo de desconstruir o preconceito enraizado na população brasileira. Além disso o Governo Federal deve reformular a fiscalização das demarcações indígenas por meio da criação de postos de assistencia ao indígena, os quais não só vão usar a tecnologia para proteger as demarcações, mas contarão com equipes de saúde, médicos e psicólogos, para a promoção do bem-estar dos povos originários.