A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 07/04/2020

De acordo com o Instituto Socioambiental, entre agosto de 2018 e julho de 2019, a destruição das florestas nas terras indígenas amazônicas chegou a 42,6 mil hectares. A partir disso, fica evidente que os nativos são vítimas de constante opressão,tanto nos seus territórios quanto fora. Esse ocorrido se dá por conta da violência decorrente aos índios e pela constante luta contra os exploradores de suas propriedades, seja pelo desma tamento ou garimpo ilegais.

O garimpo e o desmatamento ilegais se mostra agravantes da questão indígena no Brasil. De acordo com o jornal O Globo, a Polícia Federal registrou um aumento de 17% no número de inquéritos sobre garimpos ilegais no ano de 2019. A partir do momento que o desmatamento para o garimpo avança pelas reservas indígenas, os nativos são obrigados a migrar para zonas urbanas porque não tem mais onde morar. Visto isso, quando chegam na cidade, não tem onde morar e acabam se tornando moradores de rua, o que leva a outro agravante desse cenário: as agressões sofridas pelos índios no meio urbano.

A violência praticada contra os grupos de índios também contribui para o cenário brasileiro atual na questão indígena. De acordo com um levantamento do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a taxa de assassinatos de indígenas no Brasil cresceu em 20% em 2018. À medida que são obrigados a evadir para a zona urbana, a grande maioria dos nativos, ao faze-lo, são agredidas e sofrem preconceito dos moradores da cidade, muitas vezes mortos. A partir disso, observa-se complicações em resolver a questão indígena no Brasil, visto que os mesmos não tem onde habitarem em paz.

Em virtude dos elementos apresentados anteriormente, a Funai, juntamente com o governo respectivo de cada estado brasileiro, devem agir em conjunto para melhorarem a fiscalização e proteção das terras indígenas, visando uma diminuição no número de desmatamentos ilegais que ocorrem no território. O Ministério da Educação deve investir na criação e disseminação de materiais didáticos, como livros e aulas, que conscientizem os alunos de que os índios e os cidadãos devem se tratar de maneira igualitária, com finalidade de diminuir o número de agressões futuramente. Assim, ver-se-ia uma tranquilização da questão indígena no Brasil.