A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/04/2020
No decorrer do século XIX, a figura do índio foi heroicamente apresentado em poesias do Romantismo, sendo associada à construção de um sentimento ufanista. Todavia, é notório que tal imagem é leviana e, em verdade, foi consolidada apenas de forma literária e não no meio social. Nesta continuidade, atualmente torna-se preciso reconsiderar o seu espaço e importância, visto que a cultura indígena é parte da identidade nacional.
A principio, o retrato histórico contribuiu para que os índios perdessem suas terras e fossem dominados através da violência. No século XVI, a imposição dos colonizadores sobre os nativos se deu a partir da implementação da cultura portuguesa como o catolicismo e o uso da língua portuguesa, além de modificar terrenos. Essas ações junto a violência formaram a supressão da cultura indígena e, atualmente, alguns cidadães ainda cultivam uma visão tipificada e folclórica desses grupos.
Além do mais, a luta pelo espaço fez-se uma problemática cultivada pelas relações de poder. Hodiernamente, uma das principais fontes econômicas do Brasil é a agro-indústria, no entanto, há fazendeiros que, com a visão de aumentar ainda mais seus lucros, expandem as suas terras e lavouras a regiões reservadas ao povo indígena, gerando conflitos armados e resultando na perda do território indígena. Tal fato vai contra os Direitos Constitucionais, que afirmam a propriedade dos índios sobre as terras já ocupadas antes da chegada dos portugueses e evidencia que os interesses econômicos da bancada ruralista, se sobrepõem aos direitos reservados a população indígena.
Para mudar a visão sobre os nativos, a Escola por meio das aulas de história deve estimular o senso crítico dos alunos para que entendam a importância cultural que isso carrega . Além disso,o Governo deve proteger os territórios indígenas, demarcando suas áreas para a sua preservação e punir aqueles que tentarem ferir os direitos humanos, utilizando a força militar para responder a atos criminosos. Assim eles seriam respeitados e poderiam praticar sua cultura sem interferência abusiva de outra.