A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 22/03/2020
O poema “I-Juca-Pirama” do poeta romântico, Gonçalves Dias, retrata a história de um indígena com um comportamento heroico e destemido que é capturado pela tribo rival para ser morto em um ritual de antropofagia. Essa é obra é muito importante para a Primeira Geração Romântica, principalmente por enaltecer a figura do índio, que é afinal o herói brasileiro. O indígena preserva a natureza desse país desde muito antes da chegada da primeira caravela portuguesa, em 1500; visto que o Brasil com o passar dos anos tornou-se cada vez mais monopolizador de recursos naturais, a demarcação de terras nos dá a seguridade de proteção do resto de natureza que ainda nos sobra. Entretanto, há tempos que a figura indígena não é exaltada do mesmo modo, principalmente pela briga com fazendeiros por posse de terras e a consequente morte de inúmeros indígenas pela capitalização delas.
Em primeira análise, a demarcação de terras é expressivamente importante para a preservação ambiental, pois, segundo o Instituto Socioambiental, nos últimos 40 anos cerca de 20% da floresta amazônica foi desmatada, no entanto, as terras em posse de tribos indígenas perderam apenas 2% de suas florestas originais. É importante também ressaltar que a demarcação nos garante também a preservação do povo indígena, da diversidade étnica e cultural.
Deve-se salientar ainda que o governo não tem atitudes eficientes o bastante para certificar a segurança desse povo, visto que em 2018 o número de assassinatos de indígenas cresceu 22,7%. Majoritariamente, as mortes desse povo são causadas por conflitos de terra, que podem ser evidenciadas pelo menosprezo de empresas e fazendeiros em relação as leis impostas sobre as dependências indígenas. Muitas pessoas de poder invadem as terras demarcadas a fim de afanar patrimônios, tais como: minério, madeira e terras que podem ser usadas para a agropecuária.
É inegável a importância da preservação desse povo e de tudo que ele significa para o país, e por isso, medidas mais rígidas devem ser adotadas para a preservação e segurança do povo indígena. A consequência notória de descuidos do governo na missão de proteger essa sociedade, é a ruína do povo originário brasileiro e o esquecimento dessa cultura. Por conseguinte, é dever da FUNAI em parceria com o Ministério da Justiça, montarem estratégias mais eficazes na proteção da população indígena, que garantam a segurança. Em caso de infração das leis já impostas sobre as terras, como ignorar limites de demarcação, o Ministério da Justiça deve penalizar empresas e fazendeiros por meio de multas. Caso seja provado a culpa de fazendeiros e empresários em violação do patrimônio cultural indígena, o Ministério da Justiça deve penalizá-los em detenção de seis meses a dois anos. Somente com medidas definidas será possível a preservação e prosperidade dessa sociedade tão bela.