A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 24/03/2020

Na escola, é lecionada a versão dos europeus sobre o descobrimento do Brasil. A carta de Pero Vaz de Caminha mostra o olhar europeu sobre os indígenas e a “descoberta” de um novo território, mas muito pouco tivemos a oportunidade de aprender a versão dessa história numa visão indígena. O reflexo desse processo que ocorre até hoje contribuiu para que os índios perdessem diversas de suas terras e fossem subjugados pelo uso da violência.

A imposição dos portugueses sobre os nativos se deu a partir de várias formas: pela imposição do catolicismo, pela natureza e sua exploração, pelo uso da língua portuguesa e pela troca de trabalho e matéria por objetos que os índios achavam revolucionários. Essas ações de violência contribuíram para o contínuo sumiço da cultura indígena e, ainda hoje, algumas pessoas ainda possuem uma visão estereotipada desses grupos. Atualmente, sobre o problema da violência, ele é um processo em que a CNBB condena a PEC 215 e pede fim à violência contra povos indígenas.

A questão indígena é complexa. Os índios brasileiros têm de lutar pela terra. Isso porque a bancada ruralista do nosso país toma terras indígenas para alocar suas atividades comerciais. Essa situação vem inibindo muitas tribos e impedindo com que o avanço do governo brasileiro atue na questão indígena no Brasil.

Além da dificuldade dos indígenas em manter as suas terras em seus domínios, os mesmos também tem inúmeros problemas no processo de educação. A maioria tem dificuldade no acesso da educação pública e muitas vezes são obrigados a recorrer à universidades privadas. Mesmo não tendo uma boa renda para pagar uma delas, os indígenas ainda tentam uma vaga nessas universidades por meio de bolsas ou notas garantidas em concursos.

Essa é, portanto, uma situação que não se pode mais sustentar. Não é correto encarar os índios como intrusos, negando terras a eles, voz e identidade. É preciso que haja luta e agregação desses povos pela sobrevivência. Para isso, o governo deve impedir que a agricultura e a pecuária gere conflitos no campo, garantindo a vida e o sustento desses povos, para que se possa difundir suas culturas e que os mesmos possam viver livremente e ter seus direitos garantidos na sociedade.