A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 24/03/2020
No Brasil, o artigo 231, da Constituição Federal de 1988 cita a garantia de posses de terras, respeito à cultura e a vida dos povos indígenas. No entanto, hoje, a palavra “Caci”, que significa “dor” em guarani, é a sigla mais utilizada, infelizmente, para intitular os ataques contra os índios na contemporaneidade. Nesse viés, convém analisar as principais causas e consequências que regem o âmbito econômico e social a essa questão.
Segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o povo indígena compõe 0,47% da população brasileira pertencentes a 305 etnias e falantes de 274 línguas. Contudo, a maioria das escolas não oferecem livros didáticos nas línguas das etnias dessa população. Isso evidencia a falta de inclusão da população indígena ao não oferecerem meios básicos para o seu aprendizado.
Percebe-se, que a sociedade atual possui raízes fincadas no pensamento dos portugueses do século XVI, no qual índio era um ser passivo a “adestração”? para o convívio em sociedade. Entretanto, a falta de estruturação adequada para atender as necessidades educacionais desses povos e a ausência de interesse dos profissionais da educação só contribui para o aumento da disparidade educacional. A comunidade indígena sai prejudicada por não ter conhecimento necessário sobre a sua própria cidadania.
Visto isso, o Ministério da Educação deve investir na melhoria das escolas destinadas para a população indígena, oferecendo livros didáticos com a língua de cada tribo para promover uma educação mais inclusiva para essa parcela da população. Ademas, o Ministério do Meio Ambiente juntamente com empresas privadas devem fazer campanhas como tentativa de descontrução da imagem criada do índio com o intuito de combater o preconceito e investir em sanções para combater qualquer tipo de descriminação para com essa parcela da população. Somente sobre essa perspectiva, será possível vencer os desafios que impedem uma educação eficaz do índio no pais.