A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 02/04/2020

No período colonial brasileiro, a carta de Pero Vaz de Caminha via os moradores regionais (índios) como seres a serem civilizados, surge com isso a Companhia de Jesus para uma homogenização cultural dos indígenas e uma educação aos moldes europeus. Atualmente, a realidade indígena sobre a questão educacional, evolui vagarosamente, tanto pela falta de estrutura, tanto pelo “desconhecimento” dessa problematização.

Percebe-se que a falta de estruturação adequada para atender as necessidades educacionais dos índios e a ausência de interesse por parte dos profissionais da educação são causadas, principalmente, porque a sociedade atual possui seus pensamentos baseado nos dos colonizadores portugueses, de que os índios são seres passivos a “adestração” para o convívio entre a sociedade. Com isso a falta de interesse se torna algo comum, o faz com que as comunidades indígenas saiam prejudicadas por não terem o conhecimento necessário sobre a própria cidadania

Vale ressaltar que, somente a partir da Constituição de 1988 a questão indígena começou a entrar em debate, já que a Constituição assegurava os direitos dos índios. Porém, atualmente o assunto é pouco debatido nas reuniões e conselhos educacionais, sobretudo, pela carência de representantes dos povos, já que são eles que possuem o conhecimento de suas necessidades e de seus povos. O desconhecimento desse problema é causado pela base curricular nacional não valorizar como deveria os aspectos sociais da cultura indígena.

Portanto, torna-se evidente que medidas são necessárias para resolver esse problema. O Ministério da Educação deve apoiar a construção de reformulação das instituições de ensino destinadas aos índios, além de incentivar atividades e palestras pedagógicas que incentives os profissionais da educação a participarem dessa ação. Cabe a Fundação Nacional do Índio (Funai) fiscalizar e manter a ação do Ministério da educação.