A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 03/04/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade hodierna, é o oposto do que o autor prega, uma vez que a segurança das vidas dos índios e a proteção de suas terras por direito, de acordo com a Constituição de 1998, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nessa perspectivava, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Mormente a segurança é um dos fatores principais no desenvolvimento de um país. Atualmente, ocupando a décima terceira posição em poder militar, seria racional acreditar que o Brasil possui uma segurança pública eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na violência e morte de vários indígenas por ano. De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), em 2017, um total de 1071 índios foram mortos violentamente. Diante do exposto, é inadmissível e prejudicial que a comunidade aborígines seja extinta por causa do governo, que não financia corretamente o Funai, e acaba deixando de lado os nativos vulneráveis à ataques armados de fazendeiros, que querem a terra para a agropecuária.
Faz-se mister, ainda, salientar a demarcação de terras nativas como impulsionador do problema. De acordo com Mário Juruna, “Antes de tudo, o índio precisa de terras. Índio é dono da terra. Então, o branco deve respeitar a terra do índio." Diante de tal contexto, observamos que terra é de grande valor para todos os autóctones, desde quando os portugueses desembarcaram primeiramente no Brasil, e realizaram um genocídio, os nativos tiveram que criar meios de proteger suas aldeias e cultura. Hodiernamente, com a Constituição de 1988, eles começaram a ter suas terras demarcadas oficialmente, porém muitos presidentes durante o governo, fizeram pouco, e hoje há muitas terras sendo invadidas e precisando ser demarcadas.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa maneira urge que, o Ministério da Segurança junto ao Ministério do Meio Ambiente deve capacitar uma parte do exército, com a ajuda do Ibama, para ajudar as tribos indígenas no combate contra fazendeiros que querem se apropriar das terras nutritivas para a criação da agropecuária. Ademais, cabe ao governo financiar corretamente o Funai, entregando-lhe uma parte do dinheiro limpo, que fora apreendido, durante operações do governo, assim garantindo uma educação digna para índios e segurança. Dessa forma, o Brasil poderia superar a segurança dos nativos. A partir dessas ações, espera-se promover uma uma melhora das condições de segurança e sociais dos autóctones.