A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/04/2020
A colonização brasileira, em 1500, foi marcada, sobretudo, pela perspectiva preconceituosa portuguesa para com os indígenas. Nota-se que, mesmo após séculos, a visão xenofóbica europeia está presente na cultura atual. Essa discriminação manifesta-se seja em questões constitucionais, seja na marginalização desses povos por parte da sociedade.
A série de TV “Aruanas”, da Rede Globo, retrata como a atividade mineradora na Amazônia afeta os nativos, ora por meio de ameças de morte, ora pelo aumento de doenças neurológicas na região. O desrespeito aos direitos dos indígenas, garantidos pela Constituição de 1988, configura um problema não só ficcional, mas também real. A bancada ruralista, que procura aproveitar-se dos recursos florestais, é a principal responsável pelos genocídios ocorridos na região e um exemplo de desacato à Carta Magna.
Ademais, destaca-se o preconceito com a cultura indígena. Observa-se que, para muitos, os autóctones são associados a animais selvagens, e portanto, devem ser tratados como tais. Esse ideal é transmitido de geração em geração, de modo que essa mentalidade encontre-se cada vez mais fixa na sociedade e manifeste-se por meio da violência física ou verbal.
Em suma, os indígenas encontram-se segregados do restante da população. Consoante Paul Watson, diretor da fundação Greenpeace, a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. Logo, o Ministério da Educação deve incluir a educação ambiental nas escolas, a fim de conscientizar a população em larga escala e preservar, desta maneira, o lar dos nativos. Ainda, cabe ao Ministério da Cultura integrar a etnia indígena nos veículos de comunicação, como a televisão e rádio, mediante elementos da cultura pop, como músicas, filmes e séries, a fim de reduzir o preconceito enraizado na sociedade.