A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 08/05/2020

No Romantismo os autores retratavam os índios como “guerreiros”, como na obra “O Guarani” de José de Alencar. Contudo, não se passava de uma idealização, uma vez que o convívio social era extremamente diferente e vem sendo refletido na sociedade até hoje, a partir de desprezo e inferiorização. É necessário, portanto, identificar a falta de compreensão perante a diversidade desse grupo, aculturação, acesso ao ensino e delimitação das propriedades de terra, que faz com que essa parcela da população sofra.

Em primeiro lugar, cabe dizer que as terras indígenas representam uma grande ameaça à exploração madeireira, ao garimpo ilegal e a construção de grande obras, como por exemplo as hidrelétricas. Assim, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão responsável por demarcar terras, tem o papel de assegura-los, porém isso nem sempre acontece e gera episódios de violência e conflitos. Logo, acabam perdendo suas terras e posteriormente vê-se cenas de desmatamento, poluição do ar e outros que resulta na perda de muitos hectares de mata preservada.

Ademais, os indígenas sofrem constantemente em virtude de seus costumes, língua, rituais e vestimentos. Assim, vale ressaltar que apesar das cotas que visam a inclusão dos índios nas universidades, o abismo ainda é evidente, uma vez que há falta de intérpretes e ensinamentos contextualizados no dia a dia e portanto, faz com que os indígenas se adaptem a outra realidade para ter acesso a educação, ou seja, aculturação.Vale lembrar do preconceito sofrido por eles, em que muitas pessoas os ridicularizam devido ao modo de vestir, de falar e pinturas corporais, resultando na exclusão social.

Portanto, um grande desafio brasileiro é fazer com que os indígenas tenham seus direitos resguardados e de forma democrática. Logo, urge que o governo juntamente da Funai, assegurem a população indígena através da demarcação de mais terras, de modo a agilizar esse processo em que muitas vezes há extrema demora, a fim de obter segurança e menos violência. Somando à isso, o  Ministério da Educação deve implementar nas escolas intérpretes e buscar forma de trabalhar a diversidade cultural e infiltrar a cultura indígena, principalmente em escolas que recebem muitos indivíduos desse grupo, com intuito de disponibilizar educação à todos. Assim, a constituição poderá deixar de ser uma idealização e abrirá novas portas aos indígenas, que são muito importantes para a história e a cultura brasileira.