A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 07/05/2020
Na fase do romantismo da literatura brasileira, surgiu um termo denominado indianismo, o qual representava a imagem do índio como herói nacional. Tal termo foi inspirado nas ideias iluministas cujo pensador Rousseau afirmava que o homem era originalmente puro, entretanto era corrompido quando entrava em contato com a civilização. Já fora das artes, nota-se que tal “herói” encontra inúmeros desafios para a garantia de seus direitos.
Em primeira análise, é valido ressaltar as persistentes formas de violência sofridas pelos indígenas ao longo da história. O período pré-colonial foi demarcado pela violência. Seja ela física, como a escravidão, ou ideológica, como a catequese. Atualmente, embora tenham reconquistado sua liberdade, esse povo, ainda enfrenta problemas para garantir seus direitos fundamentais defendidos pela Constituição de 1988, como saúde e educação, reivindicados por várias aldeias.
Além do fato histórico exposto, é oportuno destacar o dado divulgado pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio), o qual afirma que 57 por cento da população indígena vive em áreas reconhecidas pelo Estado. No entanto, as constantes ameaças ambientais criminosas sofridas, mesmo em áreas de aldeamento indígenas já reconhecidas, vem se tornando cada vez mais intensas. Queimadas, exploração dos recursos hídricos, extrativismo, fazem com que os povoamentos fiquem cada vez mais às margens da sociedade.
Relativamente a esse sério dilema social, faz-se necessário, por meio do Estado, a construção de núcleos de saúde e educação, bem como uma maior fiscalização para a legalização dos territórios indígenas. Aliando a isso, a polícia, por meio de patrulhamentos efetivos, deve reprimir a milícia latifundiária no interior do país, a fim de garantir a segurança aos aldeamentos. Dessa forma, estará garantido os direitos defendidos pela Constituição.