A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 10/05/2020
O livro “O Fundador” de Aydano Roriz, retrata a história da dominação europeia do território que hoje chamamos Bahia, com enfoque na relação de exploração dos portugueses para com povo o nativo, genericamente chamados de índios. No entanto, passados mais de 500 anos desse primeiro contato, os indígenas continuam tendo seus territórios invadidos e sua cultura diminuída.
Fatores que corroboram uma situação inconcebível e que precisa ser mudada. Em primeiro plano, destaca-se o desrespeito dos latifundiários em relação aos indígenas, como fator motivador para geração de conflito entre estes grupos. Tal questão é histórica e deveria ter sido solucionada em 1988, com a promulgação da Constituição Cidadã, que oficializa, depois de muita luta, as demarcações das terras indígenas. Contudo, não aconteceu o esperado, hodiernamente as reservas dos nativos, ainda são muito invadidas pelos grandes fazendeiros, que visam a lucratividade acima de qualquer coisa, inclusive da sobrevivência a população em questão, que é tão importante culturalmente para a nação brasileira.
Outrossim, vale ressaltar a desvalorização da cultura indígena no Brasil contemporâneo como consequência do histórico desconhecimento das particularidades dessas populações. Prova disso, é que o brasileiro idealiza o índio como figura com atitudes e valores de um europeu, como é passado pelo romancista José de Alencar em Iracema. Essa situação configura uma singularização das inúmeras etnias e costumes desse povo.