A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/05/2020

A Primeira Geração do Romantismo da literatura brasileira tem como uma de suas características o perfil indianista, que tenta construir a imagem do índio como um herói nacional. Todavia, na sociedade contemporânea, o índio tem sido esquecido e negligenciado, de modo que a questão indígena merece ser discutida. Esse problema está interpenetrado, principalmente, em interesses individuais  e na inação do Estado. À vista disso, medidas são necessárias para sanar essa problemática.

Constata-se, a princípio, que os interesses das grandes empresas perpetua o cenário de imprudência com a população indígena. Nesse contexto, a atividade pecuária, estímulo à grilagem de terras pública e o avanço das fronteiras agrícolas, são todas as ações que levam o desmatamento do conjunto vegetal brasileiro, como na região Amazônica, que concentra a maior concentração da população autóctone. Consequentemente, os direitos dos índios são omitidos, já que, atualmente, a busca pelo lucro, infelizmente, transcende a dignidade e respeito aos nativos. Desse modo, os índios não se veem representados, levando-os a resolverem seus próprios problemas, o que leva a conflitos e morte dessa parcela da sociedade, como aconteceu com um Cacique que foi morto por madeireiros, em 2019.

Outrossim, somado ao supracitado, a inação do Estado potencializa ainda mais o cenário de descaso com os índios. Nesse sentido, o artigo 231 da Constituição Federal de 1988, por exemplo, reconhece o direito originário às terras que os nativos tradicionalmente ocupam. No entanto, vê-se que o atual governo desconstrói esse direito estabelecido, de modo que não há um quantitativo de medidas para preservar a população indígena - que tem enorme influência na formação da identidade cultural brasileira. Sob essa ótica, os crimes que acometem a sociedade aborígene são, majoritariamente, ignorados, o que aumenta o sentimento de impunidade e crimes supramencionados.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que medidas sejam tomadas para obliterar a questão indígena no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Justiça, junto ao Poder Executivo, acabar com as atitudes das atividades e interesses particulares de empresas, por intermédio da criação de um órgão denominado " Resgatando a População Indígena", que irá, mediante denúncias e monitoramento mensais,  encontrar os criminosos e puni-los, a fim de coibir de vez a problemática. Ademais, o Estado deve, junto ao Poder Legislativo, estabelecer que a população autóctone seja uma das prioridades no país, por meio da criação de um pacote de lei intitulado " Preservando os Índios", os quais irão fortificar as leis e criar novas no que tange à preservação das áreas originadas a essa parcela da sociedade, com o intuito de que o sentimento de impunidade desapareça. Feito isso, garantir-se-á que a sociedade contemporânea valorize os nativos como heróis, assim como na Primeira Geração Romântica.