A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 19/05/2020
A série “Anne With An “E”” da Netflix, de Kathryn Borel, estreada em 2017, se passa em 1908 e retrata a vida de uma adolescente indígena, Ka’Kewt, que inicialmente vive com o seu grupo indígena no Canadá e mais tarde parte para uma escola religiosa sem muitas opções, pois enfrentava o xenofobismo. Fora disso, é fato que esse cenário nefasto ocorre não só em razão da falta de acesso aos recursos humanos, mas também devido a exploração territorial.
Em primeiro lugar, vale destacar que, embora a Constituição de 1988 assegure o acesso à educação e a cultura como direito de todos os cidadãos, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há total disponibilidade de recursos humanos para os indígenas, mesmo com a grande importância deles no contexto histórico brasileiro, na qual foram pioneiros do território, segundo registros históricos. Esse panorama lamentável acontece porque muitos associam essa personalidade a algo deplorável, por conta de suas culturas consideradas diferentes e seus estilos de vida, que vivem da caça e da pesca.
Por conseguinte, vale ressaltar que, com base no livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, o protagonista Fabiano, desprovido do acesso à moradia, é explorado e humilhado por aqueles que detém a moradia. Nesse viés, hodiernamente, os índios sofrem em questão de seus lazeres, pois são explorados, como Fabiano, pelo governo por motivos de expandir comércios e abrir novas portas para o mundo tecnológico. Em última análise, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constatou que, atualmente são 505 terras indígenas, que representam 12,5% do território brasileiro, assim, pode-se concluir que é um espaço de grandes oportunidades para expandir o comércio.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o governo juntamente ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) desenvolva mais leis por meio dos 3 poderes: legislativo, executivo e judiciário que detalhem o aprimoramento das terras indígenas, impondo ao cidadão criar o hábito de buscar mais informações. Somente assim, será possível combater os problemas da questão indígena no Brasil contemporâneo e, ademais, não ocorrer mais casos como da Ka’Kewt.